Histórias e Crônicas

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Meus carnavais
2
Autoajuda: um termo que caiu em desuso…ou não…?
3
A menina do vestido azul – Podcast
4
A girafa Sabichona
5
O jardim de Hortência
6
Áudio: O medo da transformação
7
A toca das irmãs coelhinhas
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A família dos dinossauros
9
O equilibrista
10
A direção errada pode levar a um destino inesperado

Meus carnavais

 

Durante alguns anos fui fã de carnaval, adorava aquela agitação, o corpo a corpo, as músicas e todo o clima de alegria, descontração e libertação das pessoas. Em algum post aqui do blog eu já comentei ou venha a escrever sobre os tantos anos passados no carnaval de Salvador, a energia positiva e contagiante que era estar naquele ambiente e as inúmeras histórias colecionadas. Antes disso, rodei pelos interiores de Minas Gerais, que era tudo de bom! Churrasco, música boa, muita bebida e beijo na boca nos carnavais de rua: Ouro Preto, Tiradentes e outros mais. Ah, e a chuva também estava sempre presente. O que eu mais gostava eram as fantasias dos homens, aqueles que se fantasiavam de mulher  e a criatividade das pessoas. Era riso garantido nos carnavais! Hoje as fantasias se tornaram um desfile de moda…? O carnaval, que é chamado de festa popular, sinceramente…… está cada vez mais distante de ser! Sobretudo em algumas cidades.

Como tudo na vida muda (ainda bem!), hoje busco algo diferente: o carnaval já não me atrai tanto, algumas coisas que eram boas e legais, hoje considero excessivas e outras não me satisfazem como  há alguns anos atrás. Leia Mais

Autoajuda: um termo que caiu em desuso…ou não…?

Será que o termo autoajuda já caiu em desuso ou não?

Às vezes sou pega de surpresa quando me perguntam se eu trabalho com autoajuda. Percebo um leve tom de crítica ou um pensamento interno tipo “isso não é pra mim”. O termo muitas vezes é utilizado de forma pejorativa, como se fosse alguém que estivesse muito mal para precisar de autoajuda. Porém, se for analisar ao pé da letra, é nada mais nada menos que ajudar a si próprio, algo que acredito que a maioria das pessoas faça…. ou não…?

Uma curiosidade é que o termo possivelmente surgiu a partir do primeiro livro de autoajuda escrito pelo autor britânico Samuel Smiles(1812-1904), e foi publicado em 1859, intitulado de “Autoajuda” ou “Ajude-se” (depende da tradução). Samuel Smiles é conhecido sobretudo por ter escrito livros que exaltam as virtudes da autoajuda e tópicos de biografias de  de grandes inventores, pensadores, militares e clérigos do século XIX, e inspirou pessoas do mundo inteiro a melhorarem suas vidas.

A publicação de livros de autoajuda surgiu a partir do crescimento da indústria editorial e das novas ciências, como a psicologia, e estão se aprimorando cada vez mais. Por isso, o termo se tornou mais comum em estantes de bibliotecas e em livrarias, onde é possível encontrar livros contendo infinitas soluções para o leitor obter resultados em sua vida, praticando as dicas e técnicas contidas em tais livros. Leia Mais

A menina do vestido azul – Podcast

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Num bairro muito pobre de uma cidade distante, morava uma garotinha muito bonita.Ela frequentava a escola local. Sua mãe não tinha muito cuidado e a criança quase sempre se apresentava suja. Suas roupas eram velhas e maltratadas.

Até um dia em que um professor penalizou-se com a menininha. Como uma garota tão bonita pode vir para a escola tão mal arrumada? Separou algum dinheiro de seu salário e, embora com dificuldade, lhe comprou um vestido novo. A garotinha ficou ainda mais bonita no seu vestidinho azul.

Quando a mãe viu a menina naquele vestido azul, sentiu que era lamentável que sua filha, vestindo aquele traje novo, fosse tão sujinha para a escola. Por isso passou a lhe dar banho todos os dias, pentear seus cabelos, cortar e limpar suas unhas. Depois de uma semana, o pai falou:- “Mulher, você não acha uma vergonha que nossa filha, sendo tão bonita e bem arrumada, more em um lugar como este, caindo aos pedaços? Que tal ajeitar a casa? Nas horas vagas vou pintar as paredes, consertar a cerca e plantar um jardim”.

Em pouco tempo a casa da garotinha destacava-se na pequena vila pela beleza das flores que enchiam o jardim, pela limpeza, pelo capricho de seus moradores com seus pequenos detalhes. Os vizinhos ficaram envergonhados por morar em barracos feios e resolveram também arrumar suas casas, plantar flores, usar pintura, água e sabão, além de criatividade. Logo, o bairro estava todo transformado. Um homem que acompanhava os esforços e as lutas daquela gente achou que eles bem que mereciam um auxílio das autoridades. Foi ao prefeito e expôs suas idéias e saiu de lá com autorização para formar uma comissão para estudar os melhoramentos que seriam necessários no bairro.
A rua de lama foi substituída por asfalto e calçadas de pedra. Os esgotos a céu aberto foram canalizados e o bairro ganhou ares de cidadania.
Tudo começou com um vestidinho azul!
Não era a intenção daquele professor consertar a rua, nem criar um organismo que socorresse o bairro. Ele fez o que podia apenas a parte que lhe cabia.

Qual será a parte de cada um de nós? Será que basta apontar os buracos da rua, reclamar dos erros do vizinho e cuidar apenas do portão para dentro?
É difícil mudar o estado total das coisas. É difícil varrer toda a rua, mas é fácil varrer nossa calçada. É difícil modificar o bairro, mas podemos começar pela nossa casa, deixando-a mais bonita. É difícil reconstruir o planeta, mas é possível dar um vestido azul.

E então, qual foi o seu aprendizado e a grande lição dessa história pra você? Comente aqui!
O que pode fazer a partir de agora?

A girafa Sabichona

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A Sabichona, apelido dado pelos animais da selva, era uma elegante e inteligente girafa que vivia em seu espaço na selva. Lá ela tinha uma biblioteca grande, cheia de livros e enciclopédias, dvd´s cheio de conteúdos e internet wi-fi. Todo esse material ela utilizava para suas pesquisas e estudos, o que fazia dela um destaque na selva.

Como todos os outros animais sabiam que a girafa tinha muito conhecimento e tecnologia em seu espaço, sempre que precisavam iam até lá fazer uma consulta e buscar respostas para suas dúvidas.

A girafa Sabichona, passava a maior parte do seu tempo estudando e lendo, e tinha um conhecimento vasto de vários assuntos, era muito boa para conversar e bater papo, filosofar, dar conselhos e informações. Ela era muito curiosa e observadora. Dessa maneira, seu lugar na selva era muito frequentado pela maioria dos bichos.

– Olá, girafa Sabichona, tudo bem? Tem um tempinho? Estou precisando saber uma informação sobre o clima na ilha dos macacos – pergunta a raposa.
– Olá D. Raposa! Ah, sim, vou verificar pra você. Está indo a turismo ou negócios? – perguntou a girafa.
– A passeio, vou curtir uma praia. – respondeu a raposa.
– Também estou precisando de umas férias! Não se preocupe que eu já verifico aqui no meu material e te digo o clima nesse período para a senhora descansar e curtir a sua prainha.- respondeu a girafa.

Depois de uns quinze minutos de pesquisa, a girafa Sabichona passou todas as informações para a D. Raposa, a temperatura, umidade do ar, as praias mais movimentadas, as mais próprias para descansar, dicas de alimentação, hospedagem e muito mais. E a raposa saiu satisfeita e muito agradecida, pois teria umas férias muito bem programadas. Leia Mais

O jardim de Hortência

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Ah, a Hortência! Esse foi o nome dado à ela quando fora batizada, e não foi à toa…
Ela sempre fora uma menina muito encantadora, cheia de graça e de formosura e tinha uma paixão pelas flores, suas cores e seus aromas.

Essa parte da história eu conto em detalhes depois, mas o mais impressionante foi que, depois de tantos anos, ela resolveu mudar de nome… assim como quem muda de endereço. Segundo informações dos familiares ou talvez das más línguas, ela havia encontrado um amor verdadeiro e por isso não justificava continuar com esse nome. No mínimo estranho…

Hortência cresceu numa casa onde havia muito verde, entre flores e plantas, tinha uma horta cheia de verduras e frutas e era o passeio preferido dela pela manhã, tanto para arrancar as ervas daninhas quanto para apertar os botões de beijo (nome fantasia…rsrs) e colher as frutas e hortaliças. E era ali, pela manhã, que sua mãe lhe explicava e contava várias histórias e ela se divertia e usava a sua imaginação, além de aprender muito.

Depois de algum tempo, Hortência quis criar o seu próprio jardim, onde plantou flores das mais diversas, tinham orquídeas, astromélias, amor perfeito, calêndulas, dálias, jasmins, lírios, a dama da noite com aquele aroma espetacular também fazia parte desse jardim. Além de muitas outras flores, pedras decorativas e uma fonte, que se iluminava à noite e proporcionava aquele barulhinho relaxante de água caindo, tipo uma mini cascata.
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Áudio: O medo da transformação

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Ontem foi um daqueles dias em que aproveitei para ler….Ler livros diversos, dentre os que ficam empilhados em cima do meu criado mudo.

E, enquanto estava envolvida na leitura, eu percebi o quanto isso alimenta as nossas mentes, e me sinto no dever de retroalimentar os aprendizados ou as viagens e ideias surgidas calmamente após cada leitura.

Inspirada por um dos textos, resolvi gravar um áudio, no qual nem sei se eu pronuncio corretamente o nome do autor, então, por favor me perdoem caso tenha cometido algum lapso nesse sentido. Esse texto, agora transformado em áudio é uma metáfora com barras de trapézio e auxilia o nosso entendimento e compreensão em situações difíceis.

Ouça e compartilhe esse áudio “Medo da transformação”, do autor Danaan Parry, adaptado do “The essence book of days”; que foi extraído do livro “Uma abordagem Ericksoniana para um inconsciente informado”, histórias, metáforas e citações que curam (Stephen Paul Adler, Ph.D).

 

A toca das irmãs coelhinhas

Era uma vez duas coelhinhas irmãs que trabalhavam numa toca oficina de arte.

Tina era a irmã mais velha e fazia trabalhos lindos de arte na oficina: pintava ovos para servir como adornos e enfeites para as casas e para a Páscoa. Eram ovos de várias cores: rosa com bolinhas amarelas, amarelos listradinhos de vermelho, xadrezes de azul e verde….e uma infinidade de cores, mais do que você pode imaginar….

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E Tina cuidava da irmã Tininha e a ensinava a pintar e fazer os ovos coloridos para embelezar e enfeitar os lares.

Todos os dias Tina acordava cedo e deixava a irmã descansar, mas esta queria mesmo é aprender a arte e trabalhar!

Então Tina começou a ensinar Tininha e as etapas das aulas eram as seguintes: ela mostrava como se usava os pincéis, como misturava as cores, como fazer os desenhos e todos os detalhes na arte de construir ovos.  E Tininha estava aprendendo direitinho. Prestava muita atenção, perguntava todas as dúvidas que tinha e já já iria começar na próxima etapa: a prática. Tininha estava animadíssima e ansiosa para chegar esse grande dia, onde ela mesma iria pintar os ovos. Leia Mais

A família dos dinossauros

Era uma vez  uma família de dinossauros, que vivia num lugar bem no meio do meio da floresta, um bosque escondido.

O Sr. Daino era o grande provedor e sua esposa Dina era quem mantinha a casa em ordem e cuidava das filhas.

Ele ficava muito preocupado com os predadores que pudessem algum dia atacar a sua família…Além disso ele se preocupava pois achava que era o único que possuía condições e habilidades, como velocidade, agilidade e força para caçar as presas e fugir dos predadores. E dessa forma manter a sua família segura e bem nutrida.

O que aconteceria se ele um dia faltasse ou ainda se ele não conseguisse comida suficiente para toda a sua família? – esse era o pensamento que tomava conta da mente do Sr. Daino.

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Por isso, ele saía todos os dias do bosque bem cedinho para caçar. E foi assim durante muitos anos e as filhas foram crescendo, desenvolvendo e aprendendo muita coisa.

Sr. Daino sempre dizia para não conversar com estranhos e estarem bem atentas a tudo ao redor para não virarem comida de outras espécies mais espertas. Leia Mais

O equilibrista

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Você já prestou atenção nas apresentações de circo ? Nem que seja uma vez, acredito que você já tenha ido em algum circo, não estou me referindo aos mais famosos.

Eu considero os melhores números os equilibristas, onde eles fazem de tudo em cima de um fino fio de corda bamba, um cabo de aço suspenso ou qualquer outro material. Quando eu era criança eu jurava ser um fio de nylon…..

Me parece mais interessante pelo fato de existir risco, de precisar de extrema concentração e isso me deixa mais atenta e impressionada com a capacidade desse profissional se manter equilibrado.

E quando eles começam a dançar ou ainda fazer outras peripécias, acrobacias….aí os espectadores adoram e aplaudem!! E o meu coração dispara…..de aflição.

Segundo o dicionário, equilibrista é aquele que  mantém o equilíbrio em uma posição difícil ou incômoda. Leia Mais

A direção errada pode levar a um destino inesperado

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Eu sempre tive muita dificuldade em seguir a direção certa. E quando se tratava do sentido, tudo se complicava mais ainda.

Muitas vezes eu só conseguia chegar a um determinado lugar se eu voltasse para casa ou para o meu trabalho e dali seguisse novamente.

Eu já deixei de ir porque não consegui chegar a festas, reuniões e outros compromissos por errar o caminho, me perder, andar quilômetros de distância…… E o pior era que eu não desistia!

Houve uma situação em que eu ia começar um novo trabalho e era em Contagem, na grande BH. No domingo anterior, fui com meu pai até lá conhecer o caminho, decorei o trajeto, anotei onde tinha que virar e adivinhem? Eu errei o caminho! Não sabia muito bem onde deveria virar à direita e tinha um caminhão quase passando por cima de mim, então acabei me desorientando e, ao invés de virar, segui em frente….

Eu como uma mulher prevenida que sou, havia saído de casa com uma hora e meia de antecedência, pois além de não saber o tempo que levaria até lá devido ao trânsito,  ainda era meu primeiro dia de trabalho.

Acho que o desespero e o medo de errar eram tão grandes, que acabou acontecendo. Eu focava no que eu temia e as coisas acabavam acontecendo daquela forma.

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Como terminou? Leia Mais

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