Profissão: Engenheiro(a) de alimentos

 

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Se você, como tantos outros estudantes, está em dúvida da profissão que vai seguir, ou pelo menos do curso que vai escolher para se graduar….Conheça um pouco sobre a profissão engenheiro(a) de alimentos.

Ah, se você não está em fase de escolha de profissão ou graduação e quer apenas conhecer um pouco mais, por curiosidade…. seja bem-vindo também a este post. E quanto mais informações sobre a profissão e maior divulgação, melhor, pois assim as pessoas vão entender que o engenheiro(a) de alimentos não é um nutricionista, apesar de entender um pouco sobre nutrição.

Vamos começar por partes: a engenharia. O engenheiro em geral é um profissional muito valorizado em qualquer lugar onde ele atua. Ele pode atuar tanto em áreas técnicas, projetos, produção, vendas, indústria quanto em áreas administrativas e de gestão. A engenharia é muito ampla, sobretudo as duas que escolhi: mecânica e de alimentos.

Porque esses profissionais são mais requisitados do que outros? Acredito que pelas habilidades analíticas, o pensamento lógico…enfim o perfil geral dos engenheiros. Acredito que só pelo fato de gostar e estudar matemática, física e química já faz dos engenheiros seres especiais! Ah, uma observação: se você não gosta de estudar e nem quer nada com a dureza, saia fora da engenharia….e junto vai perder uma série de oportunidades. Tenha certeza disso! Aliás, acredito que é um pré-requisito para os outros cursos também.

Quando eu me formei na engenharia mecânica, assim como outros colegas sofremos de TPF (tensão pré-formatura). Apesar da quase totalidade estar empregada, era meio desesperadora a ideia de sair já assinando tudo como engenheira. A própria insegurança normal de qualquer recém-formado. É por isso que os recém formados não podem achar que vão sair da universidade já ganhando muito, como prometem alguns guias e mesmo professores como salário inicial. Não espere isso, viu? Em qualquer engenharia assim como em qualquer outro curso, são raros os que já saem recebendo um alto salário. A não ser que a pessoa já exerça a profissão na empresa e esta só esteja esperando a graduação para promovê-lo. O que acontecia muito na engenharia mecânica: a maioria tinha feito curso técnico e já trabalhava na profissão quando entrou para a faculdade.

Depois que saí da mecânica e fui para a de alimentos o meu campo se abriu ainda mais, ramificou. Lá você estuda tudo da área de exatas e de biológicas também. Foi uma experiência fenomenal : cada dia era um novo aprendizado.

Eu costumo dizer que a engenharia de alimentos estuda o conjunto de técnicas e processos do alimento até chegar à nossa boca.

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Então, aprendemos sobre os alimentos:

– os diferentes tipos (carnes, frutas e hortaliças, laticínios, grãos, etc)

– sua composição ( proteínas, lipídios, açúcares, etc)

– sua bioquímica ( reações, respiração, maturação, etc)

– sua microbiologia (microorganismos, deterioração,etc)

– características sensoriais (aroma, textura, sabor, etc)

Aprendemos os processos e técnicas: tratamentos térmicos, como pasteurização, congelamento e refrigeração, fermentação, moagem e muitos outros. Além disso, também se estuda a legislação aplicada a cada tipo de alimento, desenvolvimento e pesquisa. Isso tudo para promover o padrão de qualidade dos alimentos e inovação nessa área com o uso de tecnologia.

O perfil dos estudantes era muito diferente de um curso para o outro. Na engenharia mecânica o pessoal era mais maduro, tinham muitos pais de família…eu me sentia uma pirralha e filhinha de papai. Já na engenharia de alimentos, o pessoal era mais novo, quase ninguém trabalhava no início. Teve uma colega que até me perguntou quanto eu ganhava $$$ para saber se continuava no curso ou não. Sem noção total…… O meu caso era totalmente diferente porque eu já estava empregada, já trabalhava com equipamentos para alimentação e a intenção de fazer o curso era agregar conhecimento e associar à engenharia mecânica e já era bem certo para mim o que eu queria como profissional. Pelo menos até aquele momento…..

Uma coisa eu afirmo: valeu muito apena todos os dois cursos que eu estudei, pois agregou muito valor, me proporcionou ter duas profissões e ainda estudar nunca é demais, aprendi muita coisa, conheci muita gente…..

Quando a gente procura no guia do estudante (na minha época só tinha ele) ou outros meios sobre a profissão, nunca encontramos exatamente aquilo que gostaríamos e nem sempre fica clara a profissão e o que vamos encontrar. Esse é outro motivo pelo qual fiz esse post: para te dar dicas.

E lá vem elas:

-Procure conversar com pessoas que hoje exercem a profissão que você gostaria e pergunte tudo o que te interessa, por mais bobo que pareça. Lembre-se: esse é o seu futuro!

– Descubra seus talentos e o que realmente é importante para você. Liste 5 valores que influenciam na sua decisão, sejam quais forem e liste 5  pontos fortes, suas características positivas. Se você não sabe, é hora de se conhecer um pouco mais.

– Procure por exemplos, ídolos, mestres: pessoas que você admira: como é essa pessoa? características, habilidades, atitudes, conhecimentos. Isso pode te direcionar aonde você quer chegar.

– Pesquise, pesquise e pesquise: vá às faculdades e universidades, visite empresas, assista vídeos documentários. Hoje em dia os recursos são grandes para você encontrar uma profissão e se realizar.

Eu vou dar alguns exemplos para te ajudar contando a minha estória resumidamente.

Quando escolhi fazer engenharia (engenharia mecânica) eu levei em consideração alguns fatores que eram importante para mim: eu gostava de matemática e sempre tirava boas notas na escola, tinha bastante facilidade (isso não significa que eu não tive dificuldade em algumas disciplinas na universidade). Eu queria um curso com homens. Juro! Isso era super importante pra mim….não aguentava mais conviver só com mulher, precisava reciclar, conhecer gente nova e sempre achei o papo dos homens  mais interessantes… eu sentia que era ali o meu universo. Junto com eles. E outra coisa: pra mim engenharia era curso de gente inteligente e sentia orgulho só de pensar que eu seria engenheira. Meus olhos enchiam d’água de emoção ao me imaginar sendo engenheira, formando e tudo mais. Era forte isso, essa vontade, esse desejo. O outro ponto significante foi que meu pai tinha uma indústria de equipamentos de refrigeração: então eu poderia dar continuidade aos negócios e agregar valor à empresa com meus conhecimentos e minha formação. Antes mesmo de eu me formar houve uma divisão na empresa e meu pai ficou com a área comercial, a indústria foi passada para outro sócio. Tive a oportunidade de fazer estágio lá e em um fornecedor em Santa Catarina.

Agora é a sua vez!

Leia os posts do blog meus miolos onde eu falo muito sobre as minhas escolhas e acompanhe, pois ainda não acabou. Se tiver alguma dúvida ou quiser saber mais sobre engenharia de alimentos ou mecânica, entre em contato e cadastre-se para receber atualizações.

 

 

 

 

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