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A importância de cada pessoa nessa construção

Lidamos diariamente nos noticiários com tragédias, crimes, problemas ambientais, violência, preconceitos, falta de respeito ao próximo e corrupção. É quase unânime a vontade de viver em um mundo melhor, com mais amor, atitudes positivas e em um ambiente mais harmonioso. Porém, desejar uma mudança e esperar que ela seja feita pelo outro não faz sentido.

A pergunta que fica é: – Como cada um de nós, entre oito bilhões de pessoas, pode realmente contribuir com essa mudança?

Para isso, existe um conceito fundamental que une o autoconhecimento à responsabilidade coletiva. Mudar o mundo não é um delírio, é um processo de transformação que começa dentro de você e se expande para o  ambiente ao seu redor.

O ponto de partida: civilidade e empatia

Quando perguntamos às crianças o que fazer para um mundo melhor, elas respondem com uma lista extensa de boas práticas como cuidar do meio ambiente, respeitar o próximo, plantar árvores, cuidar dos animais, economizar água e outras mais. Estas não deixam de ser excelentes dicas, mas elas exigem um senso de responsabilidade coletiva para serem colocadas em prática e gerarem resultado.

É mais fácil buscar a mudança externamente, responsabilizar o outro e esquecer do impacto das próprias ações dentro da sociedade. Muitas vezes dizemos que a culpa dos problemas mundiais é do governo, das empresas, dos líderes, do vizinho, mas cada pessoa representa uma parte essencial na construção do ambiente em que vivemos, seja ele o nosso condomínio, bairro, cidade, estado, país ou planeta.

Viver em comunidade nos exige regras. Uma sociedade organizada precisa de normas para funcionar bem e, além das leis, também lidamos no dia a dia com as popularmente conhecidas “regras da boa convivência”. O respeito por essas regras e normas de convívio dentro da sociedade é chamado de civilidade.

É o respeito mútuo que torna o convívio harmonioso. Mas, para que a civilidade floresça, precisamos da empatia.

Tentar se colocar no lugar do outro, entender sua dor e estar disposto a ouvir é o que nos torna mais tolerantes. A intolerância e a crença de que “estamos sempre certos” são os maiores combustíveis de conflitos. O respeito vai além da cordialidade, trata-se de entender como nossas ações ajudam ou prejudicam o coletivo.

Manual Prático: 8 Etapas para a construção

Se você quer sair da teoria e começar um projeto ou mudança concreta no seu entorno, siga este roteiro baseado em Engenharia de Vida e na Psicologia Positiva.

1) Identifique suas Forças de Caráter

Antes de agir, entenda seu “superpoder”. Segundo a Psicologia Positiva, todos temos forças (como Liderança, Criatividade ou Bondade). Você será muito mais eficiente ajudando com algo que você já faz bem.

  • Se sua força é Criatividade, ajude a desenhar soluções novas.
  • Se é Liderança, organize o grupo.
  • Se é Bondade, foque no acolhimento.

Descubra suas forças, respondendo ao questionário pelo site : Clique aqui no link.

2) Faça um inventário de talentos

Ninguém muda nada sozinho. Olhe ao seu redor e identifique os “ativos” da sua rede. Liste 3 a 5 pessoas próximas e anote o talento de cada uma dessas pessoas e em qual função ela pode contribuir.

Quem é bom com números? Quem conhece todo mundo e tem contatos? Quem tem habilidades manuais? Quem se comunica bem? Conectar esses talentos é o que torna qualquer projeto viável sem exigir grandes verbas.

3) Foque em micro ações contagiosas

Não tente resolver todos os problemas do mundo de uma vez. Comece com algo que eu chamo de “baixa barreira de entrada”.

  • Uma horta comunitária em vasos.
  • Um dia de troca de livros.
  • Retribuição em sequência: faça um café / chá / bolo e quem tomar o cafezinho se compromete a oferecer a outra pessoa ou em outro dia algo semelhante.
  • Um grupo de apoio para compras de mercado para vizinhos idosos.

Escolha uma dor específica e pequena.

Substitua a reclamação pela Ação Corretiva e Preventiva

  • Ação Corretiva: O que está errado e podemos consertar agora? (Ex: limpar um canteiro, revitalizar um espaço ).
  • Ação Preventiva: Como evitamos que o erro se repita? (Ex: colocar uma lixeira bonita e sinalizada, criar uma regra de uso comum). Seja a pessoa que traz a solução, não apenas aquela que aponta o problema.

4) Exercite a civilidade diária

Civilidade é o respeito pelas regras de convivência que tornam a vida harmoniosa. É o “lubrificante” social.

  • Cumprir compromissos.
  • Ser gentil no trânsito.
  • Saber pedir desculpas.

As atitudes positivas são contagiosas. Ajudar um vizinho a carregar as compras, sorrir e cumprimentar as pessoas, ceder a sua vez não são apenas “educação”, são exemplos que inibem comportamentos negativos nos outros. O exemplo é a sua ferramenta de influência mais poderosa.

5) Saia da bolha e pratique a empatia

É impossível pensar em um mundo melhor sem pensar na comunidade como um todo.

Empatia não é apenas “sentir a dor do outro”, é agir para aliviá-la. Em momentos de intolerância, tente entender o ponto de vista alheio antes de querer estar certo. A intolerância nasce onde a escuta morre. Um mundo melhor exige pessoas dispostas a ouvir sem o filtro do julgamento.

Principalmente em momentos difíceis, compreender e se identificar com a outra pessoa, pode nos tornar pessoas mais tolerantes e nos fazer respeitar opiniões diferentes das nossas. Por que isso é importante? Porque sabemos que a intolerância e o fato das pessoas acreditarem que estão certas em seu ponto de vista estão entre os fatores que mais causam conflitos no mundo inteiro.

O respeito precisa ser exercitado em todas as nossas atitudes do cotidiano. Vai além de tratar as pessoas com cordialidade e educação, trata-se de pensar no coletivo e em como nossas ações podem ajudar ou prejudicar as outras pessoas.

Todos nós contribuímos de alguma forma com o mundo, por isso, cuide das pessoas ao seu redor! Comece com alguém próximo de você e com boas ações que estejam ao seu alcance, pois as atitudes positivas são contagiosas. A ajuda pode vir na forma de um simples prato de comida, de um medicamento ou uma orientação para um problema vivenciado, o cumprimento das regras de trânsito.

A empatia nasce do contato. Então, apresente-se, pergunte o nome, ouça sem julgamento.

6) Humildade e maturidade: a mudança começa em cada um de nós

Já se tornou clichê dizer que a mudança que queremos ver no mundo tem que ser de dentro para fora. Então como podemos colocar esse aprendizado em prática?

Isso exige reconhecer nossa responsabilidade e papel na sociedade, as consequências de nossas ações, ter humildade para assumir erros e ter maturidade para corrigi-los. Identifique quais hábitos seus ajudam o mundo e quais beneficiam apenas a você em prejuízo dos outros. Após essa análise, mantenha as positivas e troque as negativas por outras mais apropriadas.

É importante fazer um exercício de reflexão para identificar quais as crenças nos mantêm no lugar e que têm nos impedido de mudar, individualmente. Existe uma questão cultural, porém não podemos nos sentar e nos contentar com ela ou apenas nos revoltar. Precisamos mudar as nossas atitudes e influenciar as pessoas a praticarem o mesmo. O exemplo é grande parte da mudança.

 

7) Seja o Exemplo para as próximas gerações

Pense que, da mesma maneira que as atitudes positivas contagiam o ambiente, as negativas também o fazem. Então, seja um bom exemplo.

As crianças aprendem pelo que veem, não pelo que ouvem. Seja o exemplo de solidariedade, compaixão e respeito para os filhos, sobrinhos e alunos ao seu redor. Eles são o futuro que estamos criando hoje.

Lembre-se: bondade, empatia, solidariedade, compaixão, gentileza e respeito nunca caem de moda.

8) Acredite!

Passamos por momentos muito complicados nos últimos anos. Entretanto, temos que ser otimistas e acreditar que tudo pode ser diferente.

Sabemos que é uma tarefa difícil, porém não podemos desanimar e nem perder as esperanças. Acreditar no potencial de mudança do ser humano e ter esperança em relação a um futuro melhor faz toda a diferença, inclusive para incentivar as nossas próprias mudanças. Uma coisa boa a fazer é colecionar boas ações dos outros- nem sempre divulgadas- e que nos fazem acreditar ainda mais que é possível e se inspirar nelas.

O importante é não desistir e tentar ajudar como pode. Se você tem ideias boas e atitudes admiráveis, por que não compartilhar? Se com o  seu conhecimento você consegue ajudar pessoas a superarem momentos de dificuldade, não pense duas vezes.  Além disso, incentive essas pessoas a fazerem o mesmo com outras pessoas e assim por diante. Dessa forma, é possível criar uma corrente do bem que pode ajudar a propagar a atitude positiva das pessoas.

E você, está pronto para contribuir com a construção de um mundo melhor?

Acho interessante a reflexão sobre: como seria um mundo melhor para você ? E como pode contribuir para que isso aconteça?

→ A mudança começa na sua Rota

A melhor forma de prever o futuro é criá-lo! (Peter Drucker)⠀⠀

Você não consegue sustentar um mundo melhor se o seu mundo interno estiver um caos. A mudança que você quer ver “lá fora” precisa de uma base sólida “aí dentro”.

Se você sente esse chamado para realizar algo maior, mas ainda se sente perdida nas suas próprias metas ou sem clareza sobre seu papel, a Jornada Mapa da Vida é o seu próximo passo. Nela, alinhamos seus valores e forças para que você tenha a energia e o plano necessários para transformar sua vida e o mundo ao seu redor.

Mudar o mundo é uma jornada de autoconhecimento. É descobrir que, ao cuidar do coletivo, você cura partes de si mesma.
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Respostas de 2

  1. Excelente. Fora de série!!! Bravíssimo!!! Estou querendo desenvolver projeto no meu bairro e arredores nesta questão. Concretamente como posso faze-lo?

    1. Olá! Fiquei super feliz com o seu comentário e com o seu entusiasmo! Esses projetos locais, começando por pequenas associações de bairro ou comunidades são a base para essa tão sonhada mudança no mundo. Para te ajudar concretamente, como solicitou, eu acabei de atualizar este post com um passo a passo estratégico de 8 etapas, unindo a psicologia positiva e o mapeamento de potenciais e possibilitar os seus primeiros passos nessa direção. Dá uma olhada: o novo título é “Como construir um mundo melhor: manual prático”. Ele foi atualizado justamente para responder à sua dúvida. Bora seguir em frente com esse projeto! Parabéns pela iniciativa!

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